O mito de Europa
O retrato de Europa, uma figura mitológica grega, foi incorporado em alguns dos elementos de segurança das novas notas de euro, daí a segunda série ser designada “Europa”. Saiba mais sobre o mito de Europa, a escolha do retrato e de onde foi retirada a imagem.
A história de Europa
Na mitologia grega, Europa, a filha de um rei fenício, foi seduzida por Zeus, que para tal assumiu a forma de um touro e a levou para Creta. Esta história inspirou os gregos antigos a usarem “Europa” como termo geográfico.
A escolha do retrato
A utilização de retratos em notas de banco é uma tradição a nível mundial e estudos indicam que as pessoas tendem a reconhecer facilmente a face de outras. O retrato de Europa foi selecionado para figurar nas novas notas de euro por estabelecer uma ligação clara com o continente europeu e conferir um toque humano às notas. Esta imagem específica foi retirada de um vaso com mais de 2 000 anos, encontrado no sul de Itália, pertencente à coleção do Museu do Louvre, em Paris.
Europa: a nova face do euro
Saiba como Europa se tornou a nova face do euro e descubra o vaso antigo, pertencente à coleção do Museu do Louvre.
Cratera-sino com figuras vermelhas
Pintor: Iliupersis
Origem: Apúlia, cerca de 360 a. C.
Oficina: Taranto
Lado A: Europa e Zeus, metamorfoseado em touro
Lado B: Dioniso, ménade e sátiro
Por que razão a figura representada no vaso foi escolhida como um símbolo europeu? Em primeiro lugar, devido à iconografia inovadora que ilustra a história de amor entre Zeus e Europa.
Ao contrário de tantos outros que o precederam, o pintor não se centrou no rapto de Europa por Zeus, que para tal assume a forma de um touro, mas na cena da sedução de Europa, que precede o rapto. Afrodite, a deusa do amor, e o filho Eros permitem colocar este episódio no repertório da “mitologia galante”. É também evidente a coqueteria de Europa (ricamente adornada e cuja imagem é refletida nas águas de um lago próximo) e o gesto de reverência do magnífico touro de cor branca resplandecente, evocado pelos poetas. É, sem dúvida, uma Europa sedutora.
Além disso, a complexa história do vaso espelha perfeitamente os intercâmbios subjacentes à construção de uma identidade europeia. O vaso data do segundo quarto do século IV a. C. e foi produzido num ambiente cultural heterogéneo na área de Taranto, no sul de Itália, onde os gregos viviam com os nativos da região. A sua origem grega realça a importância da antiguidade na formação de uma cultura comum. Produzido por um artesão grego no sul de Itália, o vaso foi comprado no início do século XIX pelo Museu do Louvre, onde agora é preservado.


